Pintura de Locomotivas e Vagões

As tintas usadas em modelismo ferroviário diferem das demais que conhecemos e que são usadas em pintura de automóveis e na construção civil. Isto porque um modelo ferroviário precisa receber uma cada muito fina de tinta, para que a mesma não cubra os pequenos detalhes de nossos vagões e locomotivas. Essas tintas são fabricadas com pigmentos bem finos, justamente para evitar a cobertura dos minúsculos detalhes dos modelos, bem como possuem propriedades com grande poder de cobertura, além de possuírem uma película muito fina e terem curto tempo de secagem. Devido a essas diferenças sobre os demais tipos de secagem.Devido a essas diferenças sobre os demais tipos de tintas, devemos sempre ler as instruções dos fabricantes, que acompanham as embalagens, e seguir as recomendações ao pé da letra.

 

 

 Existem dois tipos de tintas para modelismo ferroviário: aquelas próprias para uso em plástico e as demais, que ao contrário, prejudicam e deformam o plástico moldado. Essas tintas compatíveis como s modelos em plástico são fabricados com solventes próprios, que nunca prejudicam a superfície a ser pintada e são denominadas " enamels" ou "esmaltes".Podem ser aplicadas no modelo com pincel, esponjas ou aerógrafo.Se no entanto o modelista tiver alguma dúvida com relação á tinta adquirida, basta fazer um teste numa parte não visível do modelo, como aplicar um pingo da tinta na parte interior de um vagão ou casca da locomotiva.

As tintas que funcionam com solvente a base de thinner, somente poderão ser aplicadas com segurança através de spray ou aerógrafos, porque nesse processo a mesma já estará praticamente seca ao atingir a superfície do modelo.Muita dessas tintas veem em latas de spray, mas apresentam alguns inconvenientes, tais como: 1) não é possível calcular a quantidade de tinta que sai do spray; 2) não se pode misturar cores para conseguir tonalidades diferentes.
Mesmo assim, ao usar o spray, fixe o modelo num suporte, de forma que não seja necessário manuseá-lo enquanto se pinta.Aplique várias demãos em camadas bem finas em vez de fazer uma única aplicação mais forte.Quando sentir que a lata do spray está ficando gelada, aguarde alguns instantes, até que a mesmo volte á temperatura normal ambiente.

Preparando o modelo para pintura

A preparação da superfície a ser pintada é fundamental para a realização de um bom trabalho.Sempre que possível, deve-se retirar a tinta original do modelo. O trabalho assim feito ficará melhor, pois estaremos eliminando uma ou várias camadas de tintas que estarão  recobrindo os detalhes dos modelos. Pode-se retirar a tinta usando-se fluido de freio de automóveis, que se adquire nas oficinas mecânicas, casas de auto peças ou postos de gasolina.Proceda assim:
-Numa vasilha ou pequena bacia, coloque um litro do fluido de freio, de qualquer marca;
-Coloque a carcaça da locomotiva ou vagão dentro do fluido de modo que fique totalmente submersa;
-Deixe de molho por uma noite ou até que a tinta amoleça.A seguir, com uma escova de dentes, remova a tinta restante e lave com sabão e água corrente. Certifique-se de que todo o detergente tenha sido retirado.Enxague  bem o modelo. Se o modelista não proceder assim, correrá o risco de ter problemas de aderêrencia , pois o detergente não permitirá que a tinta se fixe sobre o plástico. Nas ranhuras mais dificies a tinta dever ser retirada com a ajuda de um palito.
-Antes de pintar , passe Bom-Bril em todo o modelo.Isso retira o brilho do pla´stico, tornando-se opaco e facilitando a aderência da tinta. É aconselhável ainda, a aplicação de um fundo, de preferência cinza claro ao modelo, para melhor aderência da tinta e para proteger o plástico.
-Seja paciente em todos os passos do processo.Não queira ver tudo  pronto num instante.É preciso, realmente , ter calma e saber esperar.

Ouso do aerográfo
O emprego do aerográfo na pintura representa uma revolução no mundo do modelismo, dando ás superficíes pintadas um acabamento até então inédito.O modelista certamente não necessitará de um aerográfo para pintura de seus primeiros modelos, mas á medida em que adquir experiências e se trabalha em projetos mais ambiciosos, passa a ser um equipamento indispensáveis.
Apesar de bastante aperfeiçoados nos últimos tempos, seus componentes básicos continuam praticamente os mesmos:a agulha ajustável que controla o jato de tinta, a boca onde se juntam tinta e ar e o gatilho que comanda a intensidade do spray.
Existem vários tipos de aerógrafos, de diversas marcas, desde os mais simples e mais baratos até capazes de delinear qualquer forma, seja por meio de linhas, sombras, manchas, esfumados e efeitos diversos. É preferível escolher um modelo intermediario, pois os muito pequenos e sensíveis são mais utilizados em trabalhos artistícos e artes gráficas, além de não funcionarem muito bem com o tipo de tinta usada para modelismo, um pouco mais encorpada que as tintas artistícas.
é aconselhável escolher sempre os de dupla ação, pois são capazes de controlar simultâneamente não só o jato de ar que expele e transporta a tinta como também a saída dessa mesma tinta.Apertando-se o gatilho para baixo, libere-se o fluxo de ar e , fazendo-se o mesmo para trás, move-se a agulha que permite a saída da pintura.Os aerográfos de ação simples só têm controle sobre o jato de ar e não sobre a tinta.
Para a pressão do ar, pode-se usar compressores ou gás em latas.Para quem deseja fazer uma ou outra pintura de vez em quando, o uso da lata fica bem mais barato. Para pintar constantemente, já é aconselhável adquirir um pequeno compressor elétrico.
Quanto aos compressores de ar direto, sem reservatório, há um grande incoveniente, que é a condensação de água, que pode estragar todo o trabalho, além de não se poder controlar a pressão  de saída do ar.Não  recomendamos esse tipo de compressor.É necessário, ainda, o conjunto de ar com manômetro regulador, pois garante ar seco, sem unidade e possibilita a regulagem de pressão de saída.

A prática é o melhor professor

Passe algum tempo praticando com o aerográfo ate´desenvolver um senso de como ele fixa a tinta nas mais variadas superfícies.Faça experiências, aplique a tinta com variações de pressão do ar, tente as diversas proporções nas misturas da tinta com o thinner.Pinte, inicialmente, pedaços de plásticos ou peças de modelismo fora de uso.Depois, tente áreas maiores , mais planas e simples.Lembre-se de que, quando a pintura exigir várias cores, deve-se sempre pintar primeiro as cores mais claras, e posteriormente as escuras.
O movimento do aerográfo deve ser paralelo, uniforme e compassado.O gatilho deve sempre ser acionado antes do inicio da pintura e nunca diretamente contra o modelo.
Importante:  evite pintar em dias húmidos ou chuvosos, pois a pintura nunca ficará boa. Ao contrário, os dias ensolarado e quentes são os melhores.
Para fazer faixas, utilize fita durex, e para que não corre a saída da tinta no momento de retirada, da fita, remova antes o excesso de cola, passando o durex várias vezes entre os dedos polegar indicador.
É importante fazer um enfaixamento bem feito, vedando todas as aberturas.Force com a unha as beiradas do durex, fixando-o melhor no plástico.
Nunca use fita crepe, pois sua cola é muito forte.
Quanto menos tempo o durex ficar fixado no modelo, melhor, pois ficará mais fácil removê-lo.E principalmente, só faça o empapelamento com durex após ter certeza da completa secagem da tinta aplicada anteriormente.Para uma perfeita interação da tinta seca com a nova tinta, retire o durex logo após o término da pintura, ainda com a segunda camada de tinta molhada.A retirada deve ser contínua e com muito cuidado.É importante retirar o durex com uma pinça de ponta fina e sempre paralelamente á sufereficie pintada.
É recomendável usar menos thinner que o normal na segunda cor a ser aplicada sobre a pintura.
Cuidado com o ângulo de aplicação.
Usar muito ar no jato irá secar a tinta antes dela atingir a superfície do modelo, formando-se então uma espécie de pó da tinta  sobre a pintura.Por outro lado, o uso de ar insuficiente causará borrões na pintura.Deve-se experimenta bem, antes de partir para o trabalho definitivo.Faça testes num pedaço de plástico.
O ponto inicial para diluição da tinta só se consegue com a prática.Se a tinta estiver muito grossa, haverá acumulo de micro partículas na a´rea pintada.Se escorrer, ao entrar em contato com a superfície, é porque está muito rala, muito diluída.O correto é o jato de tinta esfumaçado.

Tipos de Tintas e seus solventes

A tinta mais recomendável para o poliestileno é o esmalte sintético.A Laca-nitro celulose, conhecida também com Duco, ataca o plástico, causando um craqueamento na superfície.

Limpeza do aerográfo
O aerográfo deve ser desmontado e limpo após cada sessão de uso, deixando-o livre de restos de tinta que poderão entupir seus compartimentos.Deve ser limpo, ainda, a cada vez que se troca cor da pintura.Limpe com o  mesmo solvente que foi usado para diluir a tinta: thinner ou água raz para os esmaltes sintéticos e água ou álcool para acrílicos.

Este artigo esta na revista Trens & Modelismo, número 17
Uma revista destinada aos modelistas ferroviários, nela consta dicas de modelos, pinturas, maquetes.
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